De um certo vírus

Sou um vírus. Queria ser famoso: abraçar todos, dançar com você beijar-te aparecendo na tevê num barzim tomando um café gostoso. Cê nem 'guenta meu estado de gozo. Cai no molejo sem nem conhecer. Se você mata mais que eu, por quê? Não somos iguais vestidos de bozo? Sou um virus. Não entro em casa... Continuar Lendo →

Soneto ao Doguinho 🐶

O Doguinho ressonava com a casa sem cor. Estavam todos passeando num parque. E ele não sabia quando a tigela encheria por acaso. Esperava aquele cheiro que vasa por debaixo da porta lhe alertando a chegada do seu amo - é um brando amigo. Mas a sua ansiedade atrasa o tempo da espera. Seu sono... Continuar Lendo →

Let them be the woman

HAPPY INTERNATIONAL WOMEN'S DAY! Let them be the woman which they want to; with too many emotion or simple reason; out of the cage: bird that flies to the blue sky whatever it wants in any season. Let them choose what clothes they are gonna use and they walk with their friends without a blame.... Continuar Lendo →

O mesmo que não retoma sujeitos

— SENTE-SE AQUI, minha senhora! O Gentleman se levantou do assento, e já dobrando seu corpo, fez sinal de cortesia; para que uma jovenzinha de 65 anos, uma Madame, se aconchegasse em um adorável trono preferencial. Este metrô, que fora premiado na Suíça como "O modelo de transporte", dispensa maiores descrições, e exalam adjetivos que... Continuar Lendo →

Soneto a São Mateus

Meu caro, e Minha cara Você vai ler um soneto em homenagem ao bairro de São Mateus (SP). Tenho orgulho desse lugar hoje, e terei saudades amanhã quando partir... obs.: após o Soneto, você pode acessar o link da história completa (da quebrada). Do zero que seu Nildo* aqui arou: Lá de baixo ele subiu... Continuar Lendo →

Soneto pra ser lido no Smartphone

Hoje em dia ninguém lembra de datas Sujeito à dependência a esse vício Que abre o olho pra cegueira. É o resquício Do moderno - o que se vê manda Whats. – Jamais curtir momentos com a paz; Correr pra lá e pra cá. E tudo é indício De selfie — Péra!*. Não é só... Continuar Lendo →

O caso dum Alma-sebosa com a Caça-rato

— Menina, visse que sô Arlindo saiu com u'a moça mais nova q'tua fia? — Oxe! Inda véi daquele jeito? Vá saber se os bolso num tá carregado... — Pronto. E os irmão matuto da caça-rato tá quereno o côro dele. — Que lhe queira, Zení. Que lhe queira... Não me chama, não, que até... Continuar Lendo →

Ela arrumou seu cabelo, ela arrumou sua roupa

Ela arrumou seu cabelo. Quem dera fosse pra arrumar. O cacoete foi feito pra observar a quem estava no seu lado esquerdo. Muito claro que, o que ele ostentava a provocou tal curiosidade. O perfume amadeirado lhe foi um convite para uma olhadela a quem exalava. E como um disfarce barato, num súbito dissimulado, seus... Continuar Lendo →

Retribuição

Sua face que o sopro do vento passa Que os fios negros do cabelo esvoaçam Como acordes que soam duma lira; E neste campo ao leste ela se vira Nem dela o horizonte meu olhar tira – Certo, ciente e calmo que delira. O âmbar dos seus olhos me enlaça Mais que o vinho na... Continuar Lendo →

Blog no WordPress.com.

Acima ↑