Qual é a diferença entre SINOPSE, RESUMO & RESENHA?

Olá, pessoal. Tudo bem?

Temos que confessar. Algum dia tínhamos dúvidas, ou ainda temos, sobre estes três termos.

Ouvimos falar sobre eles, seja na escola, faculdade, nos jornais; sites de literatura, de cinema ou de teatro; e percebemos que Sinopse, Resumo & Resenha se tratam de sínteses de uma obra.

Mas, afinal, qual é a diferença entre eles?

INTERROGAÇÃO

Visto que todos são sínteses, por que possuem nomes diferentes?

Já justificada a função de cada um deles:

SINOPSE

Funciona como um chamador de leitores. Não só chamar, mas acender mesmo a chama no coração. Sabe aquele pequeno texto que faz você ficar curioso (muitas vezes incomodado) por saber qual é o desenrolar da história? É a sinopse uma marketeira que apresenta o(s) personagem(ns), o tema e o conflito. OBS.: Na sinopse, não há spoilers do final.

SINOPSE DO LIVRO CÓDIGO DA VINCI – DAN BROWN.
Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.
Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental – da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando com perfeição os ingredientes de uma envolvente história de suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. “O Código da Vinci” prende o leitor da primeira à última página.

 

RESUMO

Não podemos negar que é uma cola.

COLA

Sua professora pediu para ler o livro “Amor de perdição”, pois o enredo cairá na prova. Maaaaas, dizes tu que não tens tempo (tem preguiça) de lê-lo. Logo, apela pro resumão. O resumo é a retomada de todo o enredo, e de forma objetiva. A ideia do autor do livro permanece. OBS.: No resumo, há spoiler até o final.

RESUMO DO LIVRO AMOR DE PERDIÇÃO – Camilo Castelo Branco
Simão Botelho e Teresa de Albuquerque pertencem a famílias rivais: ele, filho de dezoito anos de idade de um juiz e ela, de 16 anos de idade, sendo filha única, de um amado, mas tiranizado nobilotto provincial. Eles estão perto e – por causa de disputas triviais – seus pais se odeiam. A história se passa em Coimbra, onde estudou o jovem, e Viseu, onde as famílias residem. O amor floresce quase involuntariamente e, uma vez que é detectado, ele é ferozmente contestado por ambos os pais. Para complicar o primo de Teresa, Baltasar intervém, visando à força obrigar Teresa a aceita-lo como marido sendo aceite e apoiado por sua família. A dedicação é total dos dois amantes mútuos intransigentes. Por Teresa recusar seu primo, é enviada para um convento, primeiro em Viseu e depois no Porto. Simão tenta ver a garota, mas é impedido pela família e agora também por seu primo. Exasperado de uma proibição injustificada e com medo de mais violência que poderia forçá-la a se casar com Baltazar, tira proveito de uma provocação na rua e mata-o. Ele se recusa a fugir e se entregar às autoridades. Não adiantaria para ele tentar se defender e então é condenado à forca. O pai acabou mudando sua decisão , empurrado por sua esposa e amigos. Ele pediu e obteve a aceitação de que a sentença passasse a ser comutada para dez anos de exílio nas Índias portuguesas. Simão é colocado a bordo do navio que está partindo para Goa. A partir do porto vê sua amada por trás das grades do convento. Ele percebe que ele está morrendo e ele recebe uma carta na qual Teresa declara que ele nunca conheceu a maioria, se não no céu. Ela morre consumida por infelicidade. Ele segue logo depois e é lançado ao mar. Também morre a sua jovem serva Mariana, que ama Simão desesperadamente, tendo-o tratado e seguido nos dias de prisão.

RESENHA

É uma análise, pronto, matei o assunto! Como uma análise pede crítica (positiva/negativa), é necessário o recorte de alguns pontos no desenvolvimento da trama (narrativa, escrita, edição, e afins). Então, a resenha possui mais detalhes.

Para exemplos de resenhas, recomendo o blog Anatomia da Palavra.

DIFERENÇAS

Agora, sabendo de suas funções, fica bem fácil de diferenciá-las.

SMILE

Tenho um vídeo que fala sobre estes três termos também. Caso queira acompanhar meu canal do Youtube que fala sobre escrita, literatura e afins. clique abaixo.

 

Obrigado, até o próximo POST.       😀

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Pedido de paz | POESIA

May wisdom bless them!

Acautelada paz

que perdura pelo laço,

Olhaste logo os lírios do campo!

Pede graça,

pois carece tanto!

Acham que sabem o que fazem,

que fazem o que sabem.

So, come here right now!

Então, dormiremos ao lual.

Suplicante paz,

meu punho é de outrem.

May wisdom bless them!

Só vem e fica aqui,

restaura da guerra ideológica

a lógica.

Sábado, 3 de Março de 2018.

Raul Coutinho de Almeida

AMANDRÁGORA | CONTO

AMADRÁGORA CONTO

O SR. ROBERTO DÁGORA fora despejado do seu humilde cafôfo localizado na Av. Paulista. Roberto e sua família estavam afundados em dívidas, não por exageros das compras da sua esposa Daniela Dágora ou pelas despesas da filhinha ainda bebê Amanda. Mas sim, por Roberto ter afogado no vício do alcoolismo ao ser demitido do emprego.

Sem nenhum tostão por causa dos débitos, tiveram de passar para frente o aconchego da cidade grande. Venderam a pequeníssima casa para o sr. Fausto, dono do Bar Buraco o qual sua alta dívida de cachaças pertencia.

Logo, o sr. Roberto, sra. Daniela e sua filha Amanda Dágora mudaram-se para uma fazenda em Mogi das Cruzes. Nem tão honrosa, o imenso casarão pertencia a um Alquimista Russo, que refugiou aqui devido à revolução no seu país natal.

O senhor doutor Helioneróvsky abrigou a família Dágora, sem nenhum custo, com uma condição:

— Não encostem à minha plantação em alguma hipótese!

A família Dágora ficou anos morando ali de graça. Por notável embargo de consciência, Roberto e Daniela ajudavam para que a casa ficasse nos trinques.

Estes longos tempos abrigados ali, distantes da cidade grande e do contato com as biritas da Av. Augusta, sr. Roberto venceu o alcoolismo. Com seu varão civilizado, Daniela ficara tão orgulhosa que, com a sua felicidade, fez-se levar a vida com leveza, tanta leveza que ficara despreocupada com a filha Amanda, e a deixava à vontade brincando sem uma supervisão por toda a imensidão da casa.

Felizmente, Amanda, a bela herdeira da família Dágora, de tanto brincar de esconde-esconde sozinha por todos os cômodos da casa, acabou conhecendo a mansão de cabo a rabo. Entediada em se divertir no mesmo lugar, decidiu aventurar-se fora da casa.

Ainda vivo, o Alquimista Helioneróvsky vivia a contemplar a sua plantação.

Quando a pequena Amanda Dágora passeava por ali, o senhor doutor Helioneróvsky, virado no Jiraia, permanecia focado a maioria do seu tempo de olhos estatelados às suas misteriosas plantas.

Agora, a Amanda Dágora nem sequer lembrava-se das condições da mansão, queria é se divertir! Foi de tanto caminhar ali fora da casa que, enfim avistou um conjunto de frutos amarelos e pensou em arrancá-los para lançar, de tiro ao alvo, à arvore que tinha perto dali.

Então, o feiticeiro na janela, já em tocaia naquela hora, deixou escapar um riso torto ao ver a mocinha.

Amanda Dágora, decidida em arrancar os frutos dali, abaixou-se e levou sua mão às plantas, e subitamente desapareceu! No instante, Amanda Dágora metamorfoseou em Mandrágora, e juntou-se com as outras mandrágoras ali, contribuiu para com elas pela sua grande fotossíntese.

— Eu avisei! — espreguiçou na sua cadeira o senhor Helioneróvsky.

Quinta-feira, 29 de Março de 2018.

Raul Coutinho de Almeida

Escrever e escrever | POESIA

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Escrever e escrever

 

O objetivo é

escrever e rabiscá-las depois.

Rabiscar palavras que têm sentido.

Aquelas que são coerentes vão para o saco.

O objetivo é

lançá-las ao papel,

mas antes, vão ao liquidificador

as bagunço com prazer

e as coloco em ordem.

O objetivo é

Organizá-las como é de merecimento,

lançar ao mundo espatifado,

tão multifacetado!

Que o sem sentido faz sentido,

sem coerência tem coerência.

Misturando é que se organiza

e fica lindíssimo!

Ter pena é não ter pena!

 

sexta-feira, 2 de Março de 2018

Raul Coutinho de Almeida

Mulher | POESIA

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Mulher

Mulher
é escultura,
uma rosa,
é ternura,
uma prosa.

Mulher
é arte,
uma flor,
é clave,
um louvor.

Mulher
é brandura,
um outeiro,
é doçura,
um tempero.

Mulher
é afeto,
um fascínio,
é soneto,
um hino.

 

Raul Coutinho de Almeida

quinta-feira, 8 de março de 2018.