De um certo vírus

Sou um vírus. Queria ser famoso:
abraçar todos, dançar com você
beijar-te aparecendo na tevê
num barzim tomando um café gostoso.

Cê nem ‘guenta meu estado de gozo.
Cai no molejo sem nem conhecer.
Se você mata mais que eu, por quê?
Não somos iguais vestidos de bozo?

Sou um virus. Não entro em casa sem
o anfitrião presente. Um bom senso
ser convidado e pedir a licença.

Só os mais sábios caem na mia piada
do bozo antigo. Do novo é boiada.
Jajá vou’embora, tenho hora marcada

23/03/2020
Raul Coutinho de Almeida

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